Maria – Zé, a fila está enorme.
José – Vai dar tudo certo, fique aqui na fila, enquanto vou providenciar a internação.
(José vai até o guichê falar com a Atendente que está distraida, tentando acertar com o cata-moscas, os insetos que estão sobre o balcão)
José – Moça, a minha mulher está quase dando a luz, lá no final da fila.
Atendente - Companheiro, estamos atendendo em regime de greve. - Diz enquanto tasca um adesivo da CUT na blusa de José.
José - Bom, se tem fila é porque tem médicos e vaga nos leitos... Menos mal!
Atendente – Meu amigo, a maioria dos profissionais da saúde pública, estão por ai nas ruas, reivindicando o reajuste salárial e melhores condições de trabalho... O único médico na casa, só atende casos urgentes e só teremos vagas nos leitos, daqui a quinze dias.
José – Mas isso é um absurdo! O caso da minha esposa é urgente.
Atendente – Sinto muito, mas aqui no hospital está cheio de casos urgentes... Olhe ao redor.
José olhou e viu pessoas baleadas, idosos, macas nos corredores e outras gestantes.
Os pacientes começam a reclamar contra o abandono e a falta de assistência.
Maria passa mal no final da fila

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